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terça-feira, 13 de abril de 2010


Nas profundezas infaustas da vazia solidão
Nos doloridos córregos das insondáveis dúvidas
Nos lamacentos pântanos da incessante insegurança
No pútrido esgoto dos desmoralizados desejos
Tive, oh Senhor! Que navegar para entender
Que naqueles sórdidos ambientes, talvez, não
O encontraria
Depois viajei pelas luzes do augusto conhecimento
Caminhei pelos afáveis vales das brilhantes respostas
Naveguei no sublime oceano da serena existência
E cavalguei nos cavalos alados dos nobres desejos
E pensei, oh Senhor!
Que O havia, finalmente, encontrado
Mas, novamente, minha percepção, foi restrita para compreender-te
Oh Senhor! Que desditosa brisa de indecisão assolou-se sobre esta essência
Quão intensos os raios de sol que cortaram as fantasias que lucubrava
Que voraz serpente poluiu esta essência com um pernicioso veneno
Mas também Senhor!
Da vertente da esperança jorrava a energia que dizia: segues adiante
Da colméia da fé provinha o néctar que acalmava a ansiedade
Dos trovões da tempestade vinha o ritmo que sincronizava o de cima com o de baixo
Então Senhor!
Foi que á arvore do conhecimento derrubou seu fruto
Cujos sabores eram, ora amargos, ora doces
E o arbusto da vida floresceu suas encantadoras folhas
Que, como num encanto, ora murchavam foscamente, ora brilhavam exuberante
E o cordeiro da fé, ora vociferava maldições, ora exaltava eloqüentes contos
Assim, com tais símbolos pude, Oh Senhor!
Entender a magnanimidade da Vossa tácita alegoria
Que suntuosamente revelava:
Tanto na escuridão quanto na luz,Ora na dúvida, ora na resposta
Eis onde poderei Encontrá-lo,Pois a dualidade é, por natureza, a Unidade liberta
E a ubiqüidade é o pilar de Vossa Construção.
By:LihRebelde

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